Em uma reviravolta surpreendente, Dorival Júnior ascende à seleção brasileira, deixando uma sombra de inquietação sobre o São Paulo. Muricy Ramalho, figura proeminente e coordenador técnico do clube paulista, expressa seu pesar e surpresa diante da decisão.
“Não contávamos com esta saída abrupta. Desenhamos toda uma estratégia em torno de Dorival,” lamenta Muricy, cuja trajetória no futebol se entrelaça com a imprevisibilidade das escolhas de treinadores. Ele, contudo, reconhece a dualidade do ofício: “A vida do treinador é feita de encruzilhadas e decisões.”
Dorival, por sua vez, é saudado não apenas por sua competência tática, mas também por sua integridade humana. “Além de ser um técnico excepcional, sua índole é impecável,” destaca Muricy, ecoando uma reverência mútua entre os pares da profissão.
Porém, a decisão de Dorival não foi bem recebida nos corredores do Morumbi. A diretoria tricolor, que meticulosamente montou um elenco sob a batuta do treinador, agora se vê às voltas com a busca por um substituto. O presidente do clube, Julio Casares, revela ter estendido propostas de renovação contratual até 2026, evidenciando o esforço em ancorar Dorival ao projeto são-paulino.
A transferência, contudo, não se dá sem custos. A CBF assume uma multa rescisória na ordem de R$ 4,5 milhões, liberando Dorival de seu contrato, válido até o término de 2024, com o São Paulo. O técnico deixa o clube após conquistar a Copa do Brasil, um título inédito que inscreve seu nome na história tricolor.
