O cenário do futebol feminino do Corinthians sofre uma reviravolta significativa com a chegada de Lucas Piccinato ao comando. A ascensão do treinador de 33 anos, proveniente de uma temporada bem-sucedida no Internacional, traz consigo uma mistura única de influências da mesma escola de Arthur Elias, um olhar dedicado à base e uma personalidade que não passa despercebida.
Piccinato, que retorna ao futebol paulista após passagens marcantes pelo Centro Olímpico e São Paulo, assume a responsabilidade de preencher o vazio deixado por Elias, agora à frente da Seleção Feminina. Seu retorno à origem no Centro Olímpico, compartilhando as raízes com Arthur, não passou despercebido pela diretoria do Corinthians, que viu nessa conexão um fator crucial em sua escolha.
O novo comandante, conhecido por seu olhar carinhoso para a base, desbravou o desafio de estruturar o futebol feminino do São Paulo. Seu compromisso com o desenvolvimento de jovens talentos se destacou, moldando jogadoras como Ary Borges, Jaque e Yayá, que agora brilham em diferentes cenários do futebol.
Contudo, a narrativa não é isenta de controvérsias. A personalidade assertiva de Piccinato, descrita como “explosiva” por alguns, gerou tensões nos bastidores, especialmente no São Paulo. Relatos de um processo por abuso moral, embora tenha resultado favorável ao treinador, lançam luz sobre desafios interpessoais.
A jogadora, cuja identidade permanece confidencial, alega ter sido submetida a situações degradantes durante sua passagem pelo São Paulo, lançando uma sombra sobre a trajetória de Piccinato. A batalha legal continua, com a atleta recorrendo ao Tribunal Superior do Trabalho em busca de reparação.
A chegada de Lucas Piccinato ao Corinthians Feminino, portanto, não é apenas a transição de um treinador, mas uma narrativa complexa de sucessos, desafios e a busca por um novo capítulo no já renomado percurso do treinador.
