O judoca brasileiro Matheus Takaki enfrenta uma reviravolta em sua carreira após ser suspenso por doping, o que o impossibilita de competir nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. O atleta, que testou positivo para Clomifeno, uma substância proibida por mascarar o uso de anabolizantes, recebeu uma punição de seis meses, com efeitos retroativos.
A notícia, reportada pela coluna “Olhar Olímpico” do UOL, revela que Takaki não passou por julgamento e optou por um acordo com a Federação Internacional de Judô (IJF) para cumprir sua suspensão. Inicialmente, ele se colocou em suspensão provisória a partir de 26 de outubro, com a possibilidade de retornar às competições em 25 de abril. Sua defesa alegou contaminação por um suplemento alimentar como justificativa.
Takaki, que ocupava a posição mais alta no ranking brasileiro da categoria até 60kg, estava próximo de se classificar para os Jogos Olímpicos antes do ocorrido. No entanto, após o escândalo de doping, seus resultados no Campeonato Pan-Americano (onde foi campeão) e no Grand Slam de Abu Dhabi (onde conquistou a prata) foram anulados. Consequentemente, sua posição no ranking mundial caiu drasticamente, passando do 27º lugar para a 91ª colocação.
A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) tomou a decisão de não convocar Takaki para o próximo Campeonato Pan-Americano e da Oceania, que será realizado no Rio de Janeiro a partir de 27 de abril. Com essa exclusão, Michel Augusto, atualmente na 29ª posição do ranking mundial, permanece na disputa pela vaga olímpica na categoria.
